happen now.

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Eu quase sempre deixei minha vida parada no acostamento, esperando alguém chegar com o socorro, ou simplesmente trazendo o combustível que me fizesse seguir viagem. Confesso que perdi muito tempo presa, nessas “esperas”, nessas paradas, tempo que se tratando da vida, é praticamente impossível reaver. Deixei muita coisa para depois, deixei muitas experiencias para depois, me deixei para depois em mais vezes do que meus dedos seriam capazes de contar. E o depois? Bem, parece que ele nem sempre vem, pelo menos não a tempo de viver o que ficou, o que já passou. Perder um momento  na vida, as vezes é como ter o bilhete de loteria premiado na palma das mãos e deixar se perder, é como sentir a sorte ao seu alcance e não desfrutar dela da forma que deveria.

É eu esperei muito tempo, por companhias que nunca chegaram. Elogios que nunca me foram feitos. Textos e canções que nunca me foram escritos, ou apresentados. Eu esperei muito tempo por alguém que embarcasse comigo nas mesmas viagens, nas reais e nas de faz de conta, alguém que até hoje nunca chegou. Ligações que não atrapalharam meu sono matinal. Mensagens de texto que não chegaram antes do nascer do sol. Noites enluaradas que não emolduraram dois olhos voltados a mesma direção. Drinks que não foram brindados da forma que deveriam. Risadas que não foram compartilhadas. Histórias que quase acabaram na primeira frase, esperando por mais protagonistas. Porque na verdade, eu sempre achei que para escrever uma boa história, boa mesmo, fosse preciso alguém mais, além de mim mesma. E foi ai que eu me enganei.

É eu percebi a tempo. E que bom que foi a tempo. Que para escrever a minha própria história eu só precisaria mesmo das minhas próprias escolhas. Sabe… foi ai que eu arregacei as mangas e decidi viver, por mim mesma, só dessa vez, só para variar um pouco. Respirei boas doses de coragem. Aprendi que eu poderia me sentir bonita, mesmo não recebendo elogios de terceiros. Me olhei com mais carinho enquanto passava despretensiosamente em frente ao espelho e soltei um: “você esta realmente linda hoje”, assim como quem não quer nada, finalizando a frase com um grande sorriso nos lábios. Sai porta a fora orgulhosa e decidida, enfrentei a vida como quem carrega consigo aquela sede de ganhar o mundo todo. E ganha. Ganha porque acredita que realmente pode ganhar. É, eu botei fé em mim mesma. Parei de temer a grandeza das coisas e das pessoas que parecem sempre grandes demais, muito maiores do que realmente são. Cresci, a ponto de alcançar mesmo que na ponta dos dedos, tudo que eu sempre quis alcançar, parei de me sentir pequena.

É, eu finalmente enxerguei a realidade sem disfarces, sem medo. Passei a conviver com a minha solidão e apreciar os bons momentos que dividi comigo mesma. Me conheci, talvez até pela primeira vez. Descobri meus pontos fracos e aceitei  cada um deles, afinal a fraqueza nos mostra que não somos invencíveis, muito menos alheios ao sofrimento, e isso  não nos deixa experimentar o sabor amargo da soberba. Eu valorizei minhas qualidades e repensando algumas, até encontrei outras que nem julgava ter. Reeditei meus ideais, mudei algumas verdades imutáveis e saboreei dos erros não como quem é derrotado, mas sim… como quem aprende uma grande lição e sai de cabeça erguida, exibindo esplendorosamente todos os joelhos ralados. Eu parei de esperar para viver o amanhã, sendo que o hoje já me esperava ali, bem na porta. Era só sair e viver. Me agarrei ao que tenho e parei de desejar desesperadamente o que ainda não era meu. Fui grata. Fiz planos mais maduros, de quem sonha muito, mas percebe que sonho mesmo só é saudável se não nos tira o gosto de viver o hoje. Deixei meu amanhã acontecer só mesmo no amanhã.

É eu parei de esperar. Parei de esperar por respostas alheias, e tratei logo de responder eu mesma algumas perguntas.  Sobre mim. Sobre o que EU quero. Sobre quem EU sou. Sobre o que me faz feliz. Deixei de colocar minha felicidade a cargo de quem ainda nem chegou, assumi a responsabilidade de me fazer feliz por mim mesma. Não pausei mais minha vida, esperando por alguém que nem sequer divide o hoje comigo, muito menos se sabe se vai um dia vai chegar a dividir o amanhã. Coloquei meus pés no chão e sabe que a sensação não foi lá das piores. É bom sentir que o hoje te pertence, que você tem controle sobre isso, e que o futuro vem como uma surpresa a cada  novo raiar de sol. Eu parei de sentir pena de mim mesma, parei de esperar grandes reviravoltas da vida, de esperar que a sorte me encontre no meu casulo e me traga de volta aos bons tempos. Aprendi a levantar, sacudir a poeira do velho moletom desbotado e ir atrás do que eu quero, sem drama, sem “mimimi”, vestindo apenas a boa e confortável força de vontade. É aí que as coisas acontecem. Ficar parado nesse eterno acostamento definitivamente não faz a vida voltar a seguir o seu curso.

Seja grato. Seja corajoso. Seja confiante. Seja decidido. Faça do seu “eu”e do seu “hoje”os verdadeiros protagonistas da história. Não terceirize felicidade, não deixe a vida esperando pelo idealizado amanhã, nem sempre ele chega, e quase sempre esse amanhã já pode ser tarde demais. Não guarde emoções que precisam ser sentidas, palavras que precisam ser ditas, abraços que precisam ser dados, sorrisos que precisam ser estampados. Viva o agora, na mais intensa vontade de quem realmente sabe da importância que ele tem. Desfile o amor próprio. Reaprenda outras formas de amar, além das convencionais. Não se entristeça com as ausências, ou com o que falta, mas se alegre pelas presenças que surgirem, e por tudo que completa hoje a sua alma. Faça o que tem vontade de fazer, diga o que tem vontade de dizer. Conheça lugares que sempre quis conhecer, vá a bares que sempre quis adentrar, pise em terras que sempre teve vontade de pisar. Seja livre. E sinta essa liberdade de ser quem você é, sem precisar de coadjuvantes, sem precisar de idealizações. Seja. Sozinho mesmo se preciso for. Viva. Da mesma forma se assim se fizer necessário. Mas… viva. E viva com intensidade.

Porque o agora, É A SUA VEZ.

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