where are you? I like to see you around.

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Somos completamente errados um para o outro, e ainda assim quando estamos juntos parece certo. Como duas peças de quebra cabeças diferentes, tentando se encaixar e dar sentido a um só jogo. Surgimos de um acaso que não saiu como o esperado, mas que no fim foi a melhor parte de uma tarde monótona de domingo, simplesmente porque fez sentido e ponto final. Somos par de olhos combinando com o céu, jeito desapegado de contar histórias e milhares de planos diferentes com apenas uma certeza, cedo ou tarde o longe nos traria para perto, mais uma vez. Somos o embate diário de quem muito discorda e quando concorda, finge discordar só para irritar. Parece ser laço de sangue, parece ser coisa de família, e quem nos vê de fora nem sequer imagina que o laço invisível que nos une é apenas coração, ou teimosia, que seja usado o termo que cada um preferir.

Somos personalidades fortes que medem força atacando uma a outra, meu drama que te faz perder a paciência e seu jeito frio que me faz congelar qualquer sentimento meu por você. Pelo menos por enquanto, pelo menos até que você tenha vontade de enfim voltar e os aquecer, para corresponder, para fazer uso da sua já empoeirada reciprocidade. Seja comigo ou não. Mas seja, recíproco. Você é mistério o qual eu ainda não sei decifrar, é do tipo de pessoa que não demonstra nunca o que pensa ou o que é capaz de sentir. Se mantêm sempre a margem por medo de se afogar em determinado sentimento ou por simplesmente não sentir o mesmo, não sentir nada. Não há como descobrir. E quer saber? Eu adoro isso em você. Você é o perdão inúmeras vezes, o contato da agenda hora fixo, hora não. É a saudade sempre presente e o aperto no peito que não mente e não deixa mentir, eu sinto sua falta aqui. E não me importa se isso soa como fraqueza ao confessar.

É a saudade sim, mas do tipo que só sinto as vezes, na maioria das vezes eu te quero longe, porque você assim parece querer. Somos o carinho e o ódio, juntos em um só sentimento. Eu posso facilmente acordar amando você, e ir dormir não querendo nunca mais te ver. Somos o oposto mais parecido, os que andam caminhos diferentes e vez ou outra ainda se esbarram em algumas paradas, quase todas rápidas demais, quase todas reticências a mais de uma história que não merecia ser escrita, mas que alguém resolveu escrever. Por perceber beleza. Por perceber poesia. Onde nós dois só conseguimos perceber despedidas e mais despedidas, misturadas a abundantes porções de “até nunca mais”, onde o nunca acaba sendo a semana, o mês, o ano que vem. E aí é de novo. Somos de novo. Outra vez. Pela última, como a primeira vez. Somos a razão e o coração. A realidade e a fantasia. A companhia e na maior parte das vezes a solidão. Somos nós. Um nós incrivelmente eu, e um você incrivelmente livre.

Me enchendo de orgulho por poder acompanhar seus voos de longe e ainda assim sentir no sorriso registrado na fotografia a ânsia de se embebedar dessa sensação que você muito esperou viver. Somos a vida que não é dividida, mas que pode ser assistida. Eu assisto você viver e amo cada detalhe do seu dia, cada detalhe que involuntariamente afeta o meu e me faz viver diferente também, viver com você, uma nova aventura, uma nova paixão, um novo sorriso e um tom de azul que eu ainda não havia percebido nos seus olhos. Somos a festa certa no dia errado, o cartão que diz palavras bonitas que uma boca jamais ousou dizer. Somos a dose de tequila que eu me recusei beber, e a cerveja que acabou evitando o beijo que deveria acontecer. Porque que isso sim era o certo a se fazer. Somos a ausência de ciúmes, mas o excesso de cuidado.

Não sentir ciúme é estranho, principalmente para mim. Mas normal mesmo é essa mania de me preocupar com você. Coisa meio minha. Coisa meio de irmã. Coisa meio de amiga. Coisa de quem precisa saber, se a felicidade está dando as caras por aí e se a vida tem tratado bem você. Somos a força e a fraqueza ambas no mesmo frasco. O tempero quando o amargor da vida faz tudo ficar meio sem gosto. E a bala perdida que nos acerta o peito, dificultando o arfar de pulmões. Você me dá força. Sem sequer imaginar que uma das minhas maiores fraquezas por coincidência tem o mesmo nome e sobrenome que você. Somos as bagagens misturadas no voo de volta para casa. Uma conexão entre estar longe e ser lar. Entre sentir saudade e presentear.

Somos nós, na espera de quem se atrasa e faz o balcão do bar se tornar um ringue, cada um no seu idioma, disputando o melhor lugar. Que já era seu. Assim como eu. Que esperava por você. Assim como eu, ou não. Eu sou. Eu sou aquela que ficou, enquanto você prosseguiu. Eu sou quem viveu um ano de flashes de notícias suas, hoje sei de você, porém amanhã e nos próximos quatro meses não faço sequer ideia de onde o encontrar. Sou. Sou quem viu o lobo idealizar na pele se eternizar, mas sem saber se eternizou ou não no final. Sou. Sou quem não esquece e não tem pretensão em esquecer, porque tem história que merece ser memória. Só para nos dar o gostinho de reviver. De olhos fechados. No sonho inesperado. Na mensagem de texto que dizia: saudade, e que não chegou até você. Por achar ser tarde. Por achar nunca ter sido cedo o suficiente para fazer essa mesma história que aconteceu em mim, acontecer em você.

Somos a trilha sonora que nunca existiu. A música preferida que nunca foi desperdiçada nos inúmeros “adeus” que ousamos dizer. Somos o meu romantismo e a sua estupidez, ou seria apenas eu, meu romantismo e a minha estupidez em não dizer, nem sequer tentar dizer: o que você afinal já deve saber. Somos, o boné esquecido que embalou sonhos até perder o perfume, e que agora enfeita estante e faz lembrar do dia em que teve alguém aqui, tão perto capaz de o esquecer antes de partir. Você é. Você é o cabelo mauricinho que lhe cai tão bem. Você é a covinha no sorriso de quem sorri sem disfarces. Você é a coragem de desbravar o desconhecido, o levar apenas o suficiente e toda saudade de casa em cada lugar com você. Você é meu desejo de feliz natal lembrado mas não desejado. Você é minhas felicitações de novo ano, feitas as estrelas. Você é. Nós já fomos um nós. Agora você é.

Voce é sorte das pessoas que tem a sorte de esbarrar com quem você é, seja 5 minutos, dias, meses, ficam marcas da mesma maneira e sempre na mesma intensidade. Você é. Parte de quem eu sou. Parte de quem me tornei. Você é. E nós já fomos, numa breve brecha do no nosso tempo um eu e um você. Hoje você foi, a inspiração embalada ao som de uma música triste, a carta que não foi endereçada, as palavras que talvez nunca cheguem até você. Hoje você foi a saudade, a vontade do abraço, você foi. E quem sabe até tenha sido amor. Daqueles bem de início. Amor em botão, que não teve sol suficiente para florescer. Mas que não deixa de ser amor. Puro e simples. Carregado de você, de nós, de partidas e chegadas. Carregado de saudade e de querer por perto.  ♥️

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