love is the answer of almost all my smiles.

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Clique aqui, para ouvir Can’t Pretend – Tom Odell. ❤

No meu histórico de corações partidos eu pensei que ao esbarrar com o utópico amor que sempre idealizei, boa parte das cicatrizes que tinha sumiriam como num passe de mágica. Afinal, o amor vem para restaurar, não é mesmo? Não. Não é. Novo amor não apaga cicatrizes antigas, novo amor definitivamente não torna ninguém livre de ter o coração partido mais um vez. Porque o amor não é ausência de erro, não é perfeição. É na verdade uma completa mistura de acertos e tropeços, onde o que conta realmente é se você será capaz de não desistir diante da primeira adversidade. O amor é mérito dos persistentes e não dos apaixonados.

A paixão separa o de momento daquele que veio para ficar, peneira os sentimentos e mostra que no saudável convívio todo sentimento amadurece, até se tornar amor. Basta que duas pessoas estejam dispostas a isso. Uma só não basta. Quem já teve o coração quebrado sabe o quanto é difícil reorganizar todos os pedaços, alguns “cacos” correm para longe e nunca mais os encontramos, até a mais detalhada das buscas é em vão ao tentar encontrar determinados cacos. Porque a cada recomeço parecemos estar com um pedaço a menos de nós mesmos, o amor não traz de volta esses pedaços, mas ele nos preenche de uma maneira, que é como se estivéssemos inteiros novamente, nos faz esquecer das partes quebradas, nos faz não ter medo de coisa alguma, muito menos de mais uma vez carregar pelas ruas da cidade, um coração recém partido. Porque por amor vale a pena.

Amor é errar muitas vezes, errar muito mesmo, mas não cogitar em hipótese alguma, deixar de amar ou desistir. Quem tem medo dos erros não chega a conhecer o amor, porque tentar se proteger dos joelhos ralados e dos corações partidos é o mesmo que se proteger do amor. Amar é esquecer de si mesmo pelo outro, mas lembrar que solo fértil para se plantar amor verdadeiro é solo de amor próprio. Não se anular. Não engavetar sonhos particulares. Não silenciar palavras. Não perder a liberdade de ser quem sempre foi, de ser quem é. Não deixar a essência do eu, ser roubada pela chegada do nós. As pessoas se esquecem que para o amor existir é preciso dois, não tem lógica fazer de duas pessoas uma só, porque nem de longe isso pode ser chamado de amor. É egoísmo, e o amor definitivamente não é egoísta.

Amar é se afastar e continuar sentindo próximo. É estar longe e esquecer da distância que separa, para focar apenas no sentimento que aproxima, que mantém unido. Amar é vestir transparência todos os dias, se deixar ser decifrado, ganhar novas descrições e codinomes sem alterar o eu inicial, sem mudar quem você é. O amor é a melhor fase de qualquer pessoa, e também a mais difícil delas. Porque é onde nós conhecemos nossos extremos, é onde aprendemos a descobrir coisas novas em nós mesmos, onde aprendemos a observar a vida sobre diferentes ângulos.

O amor é ir da extrema tristeza a extrema felicidade em questão de minutos. É brigar e cinco minutos depois esquecer que se está brigado. É mandar mensagem antes de dormir para só ver a resposta na manhã seguinte com a maior ansiedade de todos os tempos. O amor é o que nos move, é o que nos molda, é o que nos encaixa na vida e na rotina por mais atribulada que essa seja. Porque até mesmo em meio a maior das tempestades o amor logo em seguida consegue surgir feito arco íris, para aliviar toda tensão, para mostrar apoio, para lembrar que independente do que aconteça não estamos sozinhos, quando existe o amor em nós.

 

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