my opposite, my riddle, mine.

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A verdade é que ainda me surpreendo com essa tua influência desmedida sobre mim. Sempre que te mando embora meu coração te chama para perto outra vez, troco as fechaduras da porta e meu coração destrava todas as janelas só para te deixar entrar. Grito em alto e bom som que não quero mais ouvir qualquer palavra tua, e basta um sussurro da tua voz para roubar toda minha atenção novamente. Digo que não quero mais falar contigo e no primeiro sinal de diálogo já estou medindo palavras e montando frases cuidadosamente pensando no modo como cada palavra vai te soar, tudo para não parecer rude, tudo para não parecer indiferente ao fato de tu estar ali outra vez. Talvez seja amor. E em hipótese alguma eu descarto a chance de ser. Mas também pode ser teimosia, das piores possíveis, apego bobo deste meu coração que ainda não aprendeu a deixar partir.

Somos completamente diferentes e quando eu começo a erguer muros entre nós, tu encontras tijolos soltos para abalar a estrutura e passar para o lado de cá mais uma vez. Parece até ter apreço, gostar de quem se esconde do lado de cá, simpatizar com meu coração que tanto te idolatra. Mas aí o vento muda de direção e tu feito folha solta se deixa levar com ele, reergue os muros que destruiu e me deixa do lado de fora da tua vida outra vez. É covardia essa tua mania de me acostumar a companhia e tempos depois me jogar direto à solidão. Não acompanho as suas nuances de humor camaleão, que chegam até a ser mais radicais do que as minhas. Essa mania de um dia me querer perto e no outro me querer o mais longe que puder. Não me acostumo a esquecer das promessas como se nunca tivessem sido feitas, ainda fico querendo os abraços, as flores, e as conversas de fim de tarde. Fico querendo tu aqui, mesmo quando parece esquecer de tudo que tu querias também, tanto quanto eu.

Tu me tem sem nenhum esforço, e por mais esforço que eu faça em resistir, existe algo que não me deixa afastar. Alguns me chamariam de tola, diriam até que é uma situação um tanto humilhante dar amor à quem não sabe como o receber. Mas amor não é feito pétala de Margarida no jardim, contada em bem me quer e mal me quer, não é assim que se decide dar ou não o amor, porque não é sorte nem somos nós a decidir, é o coração quem escolhe a quem amar. Mesmo que em resposta não venha a ser amado também. E as consequências da escolha vem no mesmo instante, sejam boas ou ruins, novamente cabe apenas ao coração as receber. Tu és meu ponto fraco, e ponto fraco toda pessoa tem o próprio. Alguns os protegem mais para evitar feridas futuras, são mais cuidadosos, tem medo de sofrer por sentimento desvalorizado, já outros feito eu, parecem desfrutar do hoje sem pensar no amanhã, sem medo das feridas, sem pensar nos estragos. Tu és meu maior acerto é meu maior erro. Cada dia escolhe uma das definições, e eu confesso particularmente gostar mais da primeira.

Gosto quando tu se faz de acerto e fica por perto, divide as banalidades, conta os sonhos, faz planos aleatórios e menciona “saudade” em algumas frases. Eu quase te sinto aqui, falta tão pouco para te tocar. Mas então o relógio muda o ponteiro, cai novo dia e tu mudas também. Fica longe, guarda tudo para ti, encerra todos os diálogos e troca a saudade por “adeus”. Cara tu não tem noção do quanto o adeus me dói. Eu te juro que prefiro a saudade, que em vezes até dói, mas reconforta tudo ao mesmo tempo. Por saber que perto ou longe, do lado ou a 10.000 km de distância tem alguém pensando no mesmo que eu, sintonizado na mesma estação, dividindo um mesmo objetivo, nem que o objetivo em questão seja um simples abraço.

De todos os sentimentos que eu queria que tu me fizesses sentir, amor recíproco não passa nem perto de ser o número um da lista, eu queria a segurança sabe? Aquela coisa de ter alguém no mundo com quem contar, quando o mesmo mundo começar a desabar sobre nossas cabeças, ter alguém nos momentos difíceis, saber que longe ou não, passe o tempo que passar, ainda teria alguém olhando por mim. Se sentir seguro é como se sentir amado sem ouvir “eu te amo” o tempo todo, porque os gestos falam por si, o abraço, as mãos unidas o olho no olho, a mensagem de bom dia. É amor em cada detalhe, mas acima de tudo é segurança também. Eu não gosto quando tu se ausentas, deixa esses vazios, e essa espera sem saber quando tu voltas ou se voltas um dia. Fico vulnerável, me sinto andando em círculos, não posso dividir a paixão por Blues, ou pedir dicas de filmes que muito provavelmente eu só assistiria se fosse mesmo contigo. Falta. Porque tu faz falta. E fica nesse vai e volta, sem saber se quer ficar ou não.

Se pudesse te pedir uma única coisa, te pediria para ficar um pouco mais, até ter a certeza de partir para não voltar ou ficar para não partir. Essas idas e vindas, sempre fazem confusão, tem coração que se alegra demais com tuas chegadas, e que se parte inteiro com tuas partidas. Juntar os cacos nunca é tarefa fácil meu rapaz, colar os pedaços não torna o coração novo outra vez, pelo contrário só a cicatriz se torna nova, num conjunto com todas as outras, deste coração que muito te amou e muito se magoou, por amar quem sempre, absolutamente sempre mereceu mas nunca entendeu o que é o tal amor.

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Diz aí que eu te escuto

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