I think it looks like: I really like you.

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A verdade é que somos o diferente mais parecido que eu já conheci, em quase tudo diferimos mas ao mesmo tempo em tantas outras coisas nos parecemos. Somos uma fenda no tempo, onde criamos nosso próprio universo particular, ou só mais um canto qualquer para chamar de nosso. Você tem a terrível mania de completar as minhas frases, o que é meio assustador, eu nunca sei se isso é sinal de que você me conhece realmente ou se você descobriu uma forma de ler meus pensamentos. Mas é um susto bom, acredite. Você me encontrou quando eu já nem sabia mais quem eu era, e ambos nos reconhecemos, dois estranhos completamente perdidos que de repente encontram um caminho para seguir… juntos. Você me contraria o tempo todo, mesmo sabendo que uma das coisas que eu mais odeio, é perder o controle, inclusive do que eu nunca tive de fato. Sempre foi desconcertante para mim estar a mercê de outra pessoa, e olha só, acabei aqui completamente a mercê de você.  Você é teimoso, capaz de inventar argumentos completamente aleatórios para defender o que acredita, o que é irritante, mas incrivelmente inspirador, do tipo de pessoa que não desiste fácil, não importa quantas batalhas tenha que vencer por dia. Gosto de vencer algumas batalhas com você, e enfrentar você do lado oposto em tantas outras. Vai entender. Escolha sua arma, sabre de luz, varinha mágica ou espada? E vamos lutar.

Eu confesso à você que sempre quis alguém que me percebesse no silêncio, nas frases que eu não disse ou nas palavras que eu não encontrei ao tentar me expressar. Nunca gostei de responder o tradicional: “Você está bem?”, quando visivelmente bem, era a única coisa que eu não estava no momento. Queria que as pessoas só parassem um pouco de falar e me descobrissem nos detalhes, naquela ruga de preocupação que surgiu na testa, nas olheiras de sono, no sorriso estampado bem nos meus olhos, nas minhas mãos agitadas, ou na minha escolha de roupas confortáveis, vez ou outra. Eu queria ser notada. Eu queria ser apresentada à alguém, sem precisar realmente de uma apresentação formal, aquela baboseira toda de “oi, meu nome é…”, “eu gosto de…”, eu queria ser a curiosidade de alguém. E aí chegou você, jeito atrapalhado, meio desligado, como se não se importasse com nada que acontecia ao seu redor. Típica pessoa que só perceberia tarde demais que na pressa saiu com um pé de cada tênis, para ir ao trabalho. Mas você me notou, no meio de toda sua distração lá estava eu, uma garota que sabe se lá porque, chamou a sua atenção. Nenhum pouco parecida com você, porém completamente disposta à aproximar nossos opostos devagar, ou concordar com você quando ninguém mais estivesse olhando.

Você foi meu bilhete de loteria premiado, e olha que eu nunca acreditei em jogos de azar. Como poderia alguém pedir sorte quando o próprio jogo já é conhecido por sobrenome azar? É eu era bem descrente de sorte até conhecer você. E até hoje não sei se foi sorte ou azar, porque foi uma sorte danada ter encontrado você em determinada parte do caminho, mas também foi um azar tremendo não ter esbarrado antes em você. Você tem algumas manias bem estranhas, e as vezes é sufocante a forma como você se pudesse se auto incluiria em todas as 24 horas do meu dia, mas eu sinto falta quando você se afasta, fica um vazio, uma solidão que é desconfortável depois de ter todos os meus dias preenchidos de você e do seu jeito espaçoso de pegar para si todas as gavetas do armário e até as chaves extras do meu coração. E as pessoas ainda insistem em dizer que nem todo mundo sabe ser romântico, mas a verdade é que quando o amor chega, romantismo piegas, breguice e clichê vem misturados tudo na mesma embalagem, ou aceita o kit completo ou inventa algum outro sentimento. Porque amor meus amigos, é isso aí. Você me ensinou coisas que nem mesma eu sabia sobre mim, e me vez ver através do reflexo dos seus olhos, ângulos e soluções para problemas, completamente diferentes das que eu jurava serem as únicas a existir. Você me fez seu maior projeto, e deu certo. Não falhamos, nem você nem eu. talvez tenhamos mesmo algumas coisas em comum. Mas se não tivermos nenhuma, qual o problema? Vamos lá coragem, você sabe que eu “eu vim barganhar” e não saio daqui sem no mínimo mais 20 anos para sermos ainda eu e você, e nosso amontoado de contrariedades tão parecidas.

 

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