it wasn’t love, it was trap.

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Se tem uma coisa que nunca gostei é de ver o amor padecer diante dos olhos. Já relevei muitos erros alheios, já remendei as pressas meu coração quebrado, já engoli milhões lágrimas magoadas, tudo para que o amor tivesse mais uma chance, ou quem sabe duas, ou três, ou quantas ele quisesse ter, eu sempre me propus a tentar de novo, mais uma vez. Já me anulei inteira, só para deixar algumas coisas para trás e recomeçar. Aliás, recomecei inúmeras histórias que nem sequer haviam começado realmente. Já dei segundas chances à quem nunca fez questão da primeira. Já me humilhei por acreditar que por amor e pelo amor, qualquer atitude seria justificável, mas não era. Na verdade se colocar de lado por alguém nunca é justificável, da mesma forma que nunca será amor, não importa o quanto você deseje isso. Já confundi muito sentimento barato com amor de verdade, e acredite eles são feitos do mesmo material, se não olhar com cuidado, fica quase impossível notar as diferenças, a consequência só vem depois de algum tempo. Seja breve ou seja longo, o tempo sempre revela quando não é amor, e seja breve ou seja longo, a dor é sempre a mesma, independente do tempo.

Já abri a porta da minha vida, para quem jurei nunca mais deixar entrar outra vez. Já coloquei reticências onde antes era apenas um ponto final, deixei histórias correrem, voltarem à cena, deixei me levar por palavras que me fizeram ficar um pouco mais, outra vez. E eu fiquei, outra vez, apenas com as palavras. Já perdi a conta de quantas vezes salvei contatos excluídos novamente na agenda do celular, já perdi a conta de quantas vezes confiei cegamente quando tudo, absolutamente tudo me dizia para desconfiar. Já me peguei sonhando sonhos os quais já tinha dado por encerrados. E os planos? Bem, esses eu também refiz nas páginas já rabiscadas da agenda, como se fossem a primeira vez, mas não eram, eram planos ultrapassados e deveriam ter continuado assim. Já silenciei frases inteiras apenas para não soar rude, afinal o amor parecia maior que a outra frase rude antecedendo a minha.  Já ouvi muitas “verdades” sobre mim que não eram assim tão verdadeiras, e deixei de expor verdades alheias por achar que eu havia errado primeiro. Quanta tolice fazemos em nome do amor. Quantas vezes usamos a definição equivocada, para um sentimento que passa muito longe de ser isso, de ser amor.

Já passei anos amando alguém que se me amou foi apenas no primeiro mês, depois disso, foi só eu mesma, tentando com todas as forças amar por dois, tentando manter acessa uma chama que à muito já se apagou. Já esperei por quem nunca teve pretensão de retornar, e me peguei contando os dias no calendário para encontros que jamais voltariam a acontecer. Em nome do amor. Sim, mais uma vez o amor. Já me deixei julgar por quem nunca chegou a me conhecer, não por falta de tempo ou convívio, mas apenas por desinteresse. Já me deixei levar por conselhos estúpidos de quem via a situação por outros ângulos, encorajamentos que jamais deveriam ter sido incitados, fagulhas intrometidas tentando reacender algo que já havia se tornado cinzas. É… o tal amor, esse super banalizado que enche a boca de meio mundo por ai, prega peças, e se não tomar cuidado acabamos entrando em cena caracterizados de palhaços. Fazendo do que era para ser um romance Best Seller, apenas mais uma charge engraçada nas páginas amarelas do jornal, uma comédia explícita e de mau gosto.

Precisamos parar de achar que toda pessoa que se aproxima pode ser amor batendo a porta, na maioria das vezes é só mais um estranho, alguém que cruza nosso caminho e  nem precisa ter a pretensão de chegar e ficar para um chá de fim de tarde. Deixa passar. Deixa partir. Deixa para lá. Deixa. Não convida a se aproximar. Não é amor quando uma das partes precisa caminhar pisando em ovos para não irritar o outro lado por medo de “estragar” tudo. Mas estragar tudo o que? Não há nada. Não há nada além da sua idealização de alguém que nunca existiu, pelo menos não da forma como você jurou de pés juntos conhecer. Você conheceu quem queria conhecer e ignorou quem o outro era de verdade, colocou as próprias criticas no silencioso e não se preocupou quão longe isso iria chegar, quão profundas seriam as feridas e quantas cicatrizes essas iriam deixar. Você amou. Mas amou sozinha. E isso é triste de uma forma que o amor jamais seria, por maior que fossem as intempéries. O amor é bonito, até na maior das dificuldades, mas não porque ser apenas amor, e sim por ser resultado da soma de dois corações dispostos a ser realmente dois ao invés de apenas um.

Não confunda sentimentos baratos com amor. Amor é mais. Amor te faz ser mais e nunca menos, nunca no diminutivo, nunca. Por isso, pare de reescrever histórias já acabadas, pare de salvar contatos que não merecem sequer estar na agenda, pare de se diminuir para deixar um sentimento egoísta assim crescer em você. Amor não é isso. Amor é mais, bem mais. As vezes é preciso deixar esse suposto “amor” morrer aos poucos ou matá-lo de uma vez, sem pensar no quanto isso soe errado. Porque não é. Não mesmo.

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