like a good childhood.

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É a gente mudou um pouco, não somos mais aquelas pessoas por quem nos apaixonamos. Eu perdi um pouco a minha crença inabalável no romantismo piegas… E você? Bem… Você parece ter perdido o encanto no amor, como dizem por aí. Crescemos, amadurecemos, endurecemos nossos corações e nos fechamos para aquele amor, aquele meio platônico, meio dramático, meio amor de 15 anos onde tudo parece completamente infinito mesmo sendo tão finito no final das contas. Às vezes eu sinto um pouco de saudade da intensidade que era amar aos 15, uma intensidade que infelizmente não sobrevive até os 25, onde o amor passa do sonho para a praticidade e quase não encontra brechas de terra fofa para findar suas raízes e florescer. Perdemos o jeito, matamos muito amor simplesmente por esquecer de regar o mesmo diariamente, simplesmente por esquecer do cuidado, simplesmente por não saber mais como amar.

O individualismo cultua a solidão como força, e a companhia já é vista como fraqueza, coisa de gente que não consegue ser feliz sozinho e por isso coloca a sua felicidade nas mãos de terceiros. Mas tem beleza sim, na solidão e igualmente na companhia, não é fraco quem escolhe dividir o fardo com outro alguém, da mesma forma que nem sempre quem tenta carregar o fardo sozinho é forte o bastante para conseguir. Eu escolhi dividir contigo o fardo em parte do caminho, aí foi a vida, e a felicidade, tudo isso dividiu também. Mas logo depois decidi caminhar um pouco sozinha, aí foi autoconhecimento e a felicidade de quem convive bem consigo mesma. Sabe, a saudade vez ou outra aparece e geralmente é na parte da noite, quando a briga com o sono começa e o coração parece ficar menor do que o normal, aí vem logo o sonho como presente, dando vida a memórias antigas e reacendendo um amor que mesmo depois do “adeus” não deixou de ser amor. E não vai deixar de ser.

Dizem que a gente só ama de verdade uma vez na vida, mas eu discordo. A gente pode amar o tempo todo, basta perceber o amor, basta reaprender a amar com a mesma entrega com a mesma intensidade, basta amar outra vez como aos 15 anos. Onde o amor era leve, despreocupado e sem muitas cobranças afinal, a seriedade e a expectativa que cerca o amor aos 25, sufoca. E amor não sobrevive se não puder exercitar os pulmões vez ou outra. Bobeira nossa também, é comparar todo novo amor ao primeiro, enaltecer o que passou faz o presente se sentir medíocre e nós nos sentimos da mesma forma junto com ele. Nem todo passado foi inteiramente perfeito, assim como nem todo presente pode ser inteiramente errado. Às vezes nos só precisamos parar, de querer estar sempre no controle de tudo e deixar o acaso assumir o curso das coisas, só dessa vez. Podemos nos surpreender com o que a vida nos reserva.

É nós já não somos mais os mesmos, você parece ter finalmente perdido o medo de errar e ter acertado muito, só por não ter medo. E eu? Bem… eu ainda gosto das mesmas bandas e leio o mesmo tipo de livros. Pode parecer que mudei pouco comparada a você. Mas por dentro, eu mudei muito, e hoje valorizo coisas que não valorizava antes e que parceiro, eram muito importantes afinal. Sabe apesar das diferenças, nós já fomos muito parecidos e aquilo foi divertido. O amor faz com que pessoas completamente opostas encontrem um, pelo menos um ponto em comum. E é nesse ponto em que ele floresce. Nós mudamos, o amor também mudou, ficou em algum arquivo do passado que vez ou outra da saudade e a gente pega para relembrar e chorar. Agora é a vez do hoje e quem sabe de um amanhã, cheio de novas possibilidades, e sementes férteis para semear em nossa terra. Fico grata por termos mudado tanto, é sinal de que ainda estamos nos moldando, corrigindo as falhas. Fico grata por ter sido eu e você num momento em que era tão importante para mim, poder dividir a vida com alguém assim.

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