goodbye has a sound of love.

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Clique aqui, para ouvir Love is a Verb – John Mayer ❤ ❤ ❤

Quanto de coragem é preciso para deixar ir embora? Afinal, seja sincero ainda existe algo aí? Essa voz que afirma veemente que sim, é a sua consciência dizendo a verdade ou o seu coração tentando te fazer acreditar que sim, que nada nesse tempo todo mudou? Nós sabemos de todas as coisas que precisamos para quando ele chegar, preparamos o coração para o amor, como uma mãe prepara cuidadosamente o quarto para chegada do primeiro filho. Nos livramos dos nossos maiores fantasmas, escancaramos as persianas e deixamos o sol trazer luz e calor, para os lugares mais escuros e frios do nosso peito, expulsamos a solidão a vassouradas e nos intitulamos prontos outra vez para mais um relacionamento. Criamos coragem de erguer os portões da velha muralha emocional e deixamos ele entrar, esquecemos do perigo e nos colocamos a disposição do amor outra vez. Mas até quando? Até quando isso é normal e até quando isso já passou da normalidade à loucura?

A verdade é que todos nós sabemos a resposta para essa e para todas as outras perguntas. Deixa de ser normal se doar, quando há muito já deixou de ser amor. E nós nem sequer percebemos, ou fingimos não perceber para que possamos continuar a viver nossa própria fantasia. Quanta tolice, meu caro. Ignorar a realidade não muda o que já é real, fechar os olhos não esconde o que já aconteceu, acreditar na mentira não faz dela uma verdade. Assim como amar por dois, não é nem de longe combustível para reacender amor que já foi recíproco e se apagou com o tempo. Tem brasa que não volta a ser fogo, não importa o quanto você cuide, não importa o quanto você sopre. Já foi. E nem sempre o tempo faz voltar, é melhor aceitar. Lembra daquela coragem que você precisou lançar mão, ao ver o tal amor apontar na esquina e vir na sua direção? Você precisa do dobro dela, para sair porta a fora e deixar o que já não é seu, para trás. Lutar por amor é bonito, mas é bonito só no papel e nas histórias que estampam as telas do cinema. Na vida real meu amigo, lutar por amor é doloroso, é desgastante e triste tudo ao mesmo tempo. De nada vale lutar, quando o outro lado, já deu a batalha por perdida. É briga desnecessária, é se perder na bagunça, sem ter a certeza de um dia encontrar o caminho de volta para fora dela. E viver sozinho na bagunça dos próprios sentimentos, é limbo que não se deseja nem ao pior inimigo.

Você tenta não se atentar aos detalhes,  eu sei. Tenta não perceber aos poucos o vazio de quem vai embora. Mas, é natural, que uma hora ou outra, tudo a sua volta entregue que certas coisas realmente não dependem apenas de você. A mensagem vai ficando sem resposta e a ansiedade não é bem o que chamaríamos de amiga, a ligação cai na caixa postal e você já desliga sem deixar recado, já não sabe o que dizer, já não há muito o que dizer. A velha canção não arranca mais suspiros, e no lugar onde havia saudade, agora só existem montes e montes de inúmeras incertezas. Teremos amanhã? Ou o hoje vai ser aquele nosso temido último dia? Você não espera mais o recado carinhoso na manhã seguinte, mas se vê agora, como um verdadeiro soldado, se preparado diariamente para o adeus que não quer receber, para batalha que não quer enfrentar. Quais as formas de dizer adeus, afinal? Se manter distante, tenha certeza é uma delas.

Não há distância que não possa ser rompida pelo amor, mas também não há amor que supere determinadas distâncias. Um dia você vai ser maduro o suficiente para entender, ou pelo menos é o que esperamos. Quem se afasta de você a passos lentos, dá a ilusão de ainda estar tão perto. Mas por tantas vezes o coração, já se encontra tão longe. Tão longe que nem seu melhor desempenho na corrida, ajudaria a alcançar.  O adeus, nem sempre acontece por palavras. Na maioria das vezes ele é até bem silencioso. É preciso estar atento aos sinais. São as atitudes que vão aos poucos se despedindo de nós. E a despedida machuca sim, parceiro. Mas não é motivo para se desesperar. No fundo todos nós sabemos, que as pessoas que chegam, não assinam contratos que as obriguem a ficar. O amor, tem sobrenome liberdade e quem está disposto a amar, também se dispõe a aceitar que esse sobrenome, pode um dia ser colocado em prática. Amor é assim, chega quando quer e parte sem ao menos avisar.

Dizer adeus, é quase uma autopreservação. Você não se sujeita a migalhas e guarda o que foi o bom do amor na lembrança. A coragem meu parceiro, vem dentro. E não existe técnica pronta ou palavras motivacionais que ajudem nessa hora. Deixar partir, não é matar o amor, muito pelo contrário, é preservar o que ficou. É respeitar a si mesmo. É aceitar que alguns infinitos são menores que os outros. E que o amor maduro possuí a leveza e a beleza de se deixar ser amor mesmo na ausência. Porque manter perto quem tem a ânsia de estar longe, é como amar o canto de um pássaro e cortar-lhe as asas para o impedir de voar e ir embora. É egoísmo.

O amor não é egoísta. A vida é feita de histórias, algumas mais curtas que as outras, mas todas recheadas de diferentes personagens. E o desenrolar de cada história, não é algo que esteja em seu poder conhecer. Por isso caro amigo, vale a pena agradecer por ter amado. E parar de suplicar aos céus, para manter vivo um amor que no fundo você mesmo, já sente ter acabado. Espere a próxima história. Encerre o capítulo com a dignidade de quem soube amar, soube deixar ser amado, e soube ser deixado.  Nunca é fácil ficar para trás. Nunca é fácil trocar o até logo pelo nunca mais. Mas para começar novas histórias, é preciso colocar ponto final nas que ainda estão com frases mal terminadas. Assim, como para amar de novo, só é possível se deixarmos certas mágoas para trás.

Eu não estou desistindo de nós. Eu não estou esquecendo de tudo de vivemos. Eu estou apenas preservando nossas boas histórias, sem dar a chance de que palavras atravessadas acabem por manchar memórias fotográficas perfeitas, do que foram nossos dias e nossos melhores sorrisos. O adeus não mata o que vivemos, só separa o que foi passado do que vai vir a ser futuro. Eu espero que você entenda que antes de amar você, eu preciso amar a mim mesmo. E é em nome desse amor, que hoje eu te peço para ir embora. Ir em busca de um amor que preencha os seus vazios, da mesma forma que você soube preencher os meus. Um amor que seja para você o que você foi para mim, a melhor inspiração e a mais perfeita sintonia do que realmente é bom. Adeus! Acredito que a maioria dos “Olá”s termina assim.

Adeus! E eu sei que você ainda está ai. Mas agora é sério… Adeus, eu preciso ir. Eu preciso te deixar partir.

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