there is love in the distance, yes.

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Há quem diga: “Isso não vai funcionar”. Mas só quem sabe da espera, do momento e do depois, pode dizer se isso funcionaria ou não. Há quem diga: “Isso é loucura”. Mas só quem sabe do sentimento, das palavras e das memórias, pode dizer se isso é realmente o oposto da normalidade ou não. Ter um amor de ponte aérea, é como voar para perto de onde ficou o coração. Reservar poltronas na janela, só porque nunca é cansativo ver como as nuvens ficam realmente bonitas, vistas do alto. E esperar, esperar aquele sinal de: “travem seus cintos, voltem os assentos a posição vertical que é hora de pousar”. Só para então sentir que o estranho, também pode ser um lugar para chamar de lar. Ter um amor de ponte aérea, é rever. Reviver. Se preencher de memórias, de gostos, de sons e imagens e depois voltar. Nunca é mais fácil voltar, na verdade essa é a parte realmente difícil. Deixar o coração onde ele deveria estar. E onde você também, gostaria de ficar.

É garota, a viagem de volta nunca é fácil. Mentiu quem disse um dia ser. Você volta com um pedaço a menos de você, e por Deus como isso poderia ser possível. Você se deixa um pouco mais, viagem a viagem, até o momento em que decide que já é hora de ficar também. Reorganizar os pedaços, se montar novamente e viver sem oceanos separando o que desde o princípio se fez para ficar unido. A mais brasileira das palavras, não tem tradução em nenhum outro idioma, mas é sem dúvidas a melhor forma de descrever o nó da garganta que se forma, ao fitar o travesseiro ao lado desocupado. A já conhecida “Saudade”, parece até ter vida própria, e sempre resolve aparecer em momentos inoportunos. As vezes ela até demora, a gente chega a pensar: “Como assim, ela me esqueceu?”. Mas depois de algumas semanas, lá vem ela, bagunçando tudo que encontra pelo caminho, revirando os cômodos e fazendo a maior bagunça no coração. Desestabiliza tudo que parecia sólido e nos coloca no chão.

A saudade é sorrateira, chega de mansinho, por vezes até algumas horas depois do último abraço. E te faz perceber que não importa a hora, ou mesmo o momento. Sempre vai ser cedo demais para soltar um laço que resolveu nos prender. A casa já não é tão casa quanto deveria ser. E você começa a entender finalmente, que “casa” são só um monte de paredes vazias. Enquanto “lar”, esse sim pode ser dentro de algum abraço, pode ser um aconchego ou um lugar qualquer que te faz sentir pertencer. Ter um amor ausente, é perceber que existem tantas formas de se estar presente mesmo assim. É dividir a vida em breves relatos, enquanto ainda não é possível dividir a vida realmente. Ter um amor distante, é pedir uma trégua a distância, e entender que de nada vale discutir. O mais sensato a fazer é aceitar que a distância que separa, em alguns casos também é o que vem a unir. Ainda mais.

Paramos de usar o “demais”, atrás da maioria das palavras, porque tudo bem dizer: “É longe”, mas está terminantemente proibido usar a expressão “longe demais”. Longe demais não existe, não há lugar no mundo que possa ser descrito como longe demais. Se nos possibilita formas de fazer chegadas e partidas, é bem perto. Basta um pouco de paciência e força de vontade, que rapidinho o longe se torna perto e o encontro acaba por compensar todo resto.  As pessoas, a grande maioria delas, acostume-se. Vão te olhar torto e dizer: “Como é possível?”. Acredite, não se esforce em tentar responder, apenas sorria e deixe o sorriso dizer por si. É possível sim. A solidão que eles veem em você, é apenas uma impressão externa garota. É distração alheia de tentar preencher um lugar que nunca esteve vazio de verdade. Pelo contrário. Esse lugar, esse coração e esse sorriso. Tem causa e também motivo. É de pessoa que veio para preencher um espaço e acabou por nos preencher inteiro. FUNCIONA! FUNCIONA SIM! ❤

 

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