I found you! <3

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Clique aqui, para ouvir Let it all go – Birdy and Rhodes. Enquanto lê! 🙂

Quando o conheci, não foi difícil o perceber na multidão, ele era o garoto que vestia um enorme sorriso nos lábios, e de longe aquela era a peça mais bonita nele. Foi assim que eu me apaixonei. Não havia como não me apaixonar. Sou como muita gente por aí, desconfiada até o último fio de cabelo, e mesmo depois dele dizer repetidas vezes que me amava antes de sair, eu ainda assim dormia com aquela sensação de medo, de na manhã seguinte não voltar o ver. Alguns diriam que isso é insegurança, e das maiores que existem por aí. Eu gosto de chamar de cuidado. Não é pessimismo aproveitar cada um dos dias junto dele como se fossem o último. É viver intensamente o hoje e sonhar com o amanhã que ainda vai chegar. Eu sou assim. Quando ele chegou eu quis partir, eu juro que quis. Tentei dizer a mim mesma que não precisava de mais alguém no meio de toda aquela bagunça, minha personalidade sempre foi sinônimo de confusão. Como casa desarrumada que você insiste em conversar com a visita no quintal, não porque o dia está bonito, mas porque sente vergonha da bagunça que esconde lá dentro. Eu escondia uma bagunça imensa dentro de mim, e antes que eu pudesse dizer alguma coisa, ele pareceu chegar e botar tudo no lugar. Isso me desarmou por inteiro. Não tive sequer tempo de maquiar bagunças com quintais. Ele me sacou no primeiro olhar. E então eu me apaixonei. Mas uma vez, pela mesma pessoa. Ele se deixava um pouco em mim a cada abraço, e quando segurava a minha mão, era como se nada no mundo pudesse me atingir, de alguma forma eu me sentia mais forte. Não que ele me deixasse forte, era como se ele de alguma forma me mostrasse a força que eu sempre tive em mim. Nas primeiras frases trêmulas e pausadas que a gente trocou, ele me disse algo que eu nunca esqueci: você foi os vinte segundos de certeza que eu tive, de que paixão à primeira vista existe sim. Eu confesso que senti o mesmo. E confesso que nunca botei fé na instantaneidade com que algumas pessoas descreviam seus encontros com o amor. Era do tipo que acreditava que para existir amor, antes de tudo era preciso existir tempo, e só nesse tempo se construía o amor digno de confiança. O resto era resto, era conversa fiada
e sentimentos rasos se passando por amor na maior cara de pau. Até conhecer ele. E perceber que em vinte segundos você desperta sem pestanejar um sentimento que nem mesma você sabia que adormecia aí dentro. Ao perceber a bagunça que eu estava, ele não tentou me arrumar, não tentou desesperadamente colocar cada coisa no lugar, sem se importar com o contexto no qual a levou ficar assim. Pelo contrário, ele caminhou com cuidado, desviando dos móveis e das minhas peças soltas no chão e me abraçou. Silenciou qualquer conselho ou qualquer lição de moral, e esperou pacientemente que eu mesma me sentisse pronta, para colocar cada coisa em seu lugar, esperou pelo meu tempo de me reconstruir. E então me ajudou, a me colocar nos eixos, do meu modo, sem mudar nada, respeitando meu tempo e meu ritmo até tudo voltar ao normal. Eu me apaixonei por quem ele era quando não percebia que alguém estava olhando, a concentração na conversa com os amigos, o sorriso espontâneo e o jeito de bagunçar o próprio cabelo com as pontas dos dedos sempre que estava nervoso. Conheci cada um dos seus sinais, e vi meu coração acelerar por já saber segundos antes dele dizer, que ele me amava. Ele já me amava antes mesmo de dizer e como era bom saber disso, saber mesmo no silêncio que havia amor, e muito. Perceber que existem outras formas de dizer sem expressar uma única palavra. Quando o conheci eu quis pensar ser só amizade. E no fundo amizade não deixou de ser, mas também foi amor, dos mais bonitos. E eu reconheço que foi uma puta  sorte, ter encontrado ele por aí! ❤️

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