Um sincero agradecimento. Sincero mesmo.

 

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Eu nunca pensei que diria isso mas, obrigada por ter ido embora. Naquele dia em que você me deu as costas e saiu, eu achei realmente que não conseguiria sem você, mas eu me enganei. Eu realmente consigo. Aprendi a não precisar de nada mais, do que alguns goles de coragem e uma boa dose de força de vontade. Então, muito obrigada. Obrigada por ter sido exatamente como você foi. Desinteressado pelos meus melhores sonhos. Completamente frio frente às minhas melhores emoções e intenções. De alguma forma você me mostrou que, o que torna os meus sonhos grandes não são as pessoas que sonham ele comigo, pelo contrário sou eu sozinha, na ponta dos pés brigando com unhas e dentes para alcançar algo, que diziam ser alto demais para mim. De alguma forma você realmente me ensinou que, a minha intensidade não é errada ou exagerada. Sou apenas eu. Em cada gesto de afeto. Eu por inteira. Sem metades, sem sentimentos escondidos ou ocultados. Isso não é nenhum problema é apenas real. Um eu sem máscaras, carregado de sentimento sem amarras.

Obrigada. Muito obrigada por ter me deixado. Fiz da solidão uma amiga. Fiz de mim mesma uma pessoa com quem passei horas extremamente agradáveis. Sem precisar daquela antiga ânsia de preencher minutos vazios com companhias mais vazias ainda. Um inteiro não se sente atraído por migalhas. Hoje eu sei disso. E tudo desde então é mais fácil. Obrigada, por ter levantado a voz e calado meus sentimentos. Em todas aquelas discussões, em toda aquela troca de ofensas, onde só um de nós saia machucado. É eu aprendi. Aprendi que o amor acontece no silêncio. No que não precisa ser dito. No que em hipótese alguma sente necessidade de ser gritado. Obrigada pela sua falta de paciência. Por estar sempre ocupado demais para saber do meu dia. Por não falar de mim aos seus amigos. Hoje eu sei. Ah eu sei sim, que paciência é sobrenome do amor. Um não vive sem o outro. Sei que amar é escolher ficar, mesmo quando o mar se torna agitado demais e as ondas ameaçam nos afogar. Amar é aceitar ficar, por acreditar que em breve o resgate vem ou a boa maré finalmente volta. E que nem todos que nos cercam, são pacientes marinheiros.

Hoje eu sei, que atenção vem disfarçada de cuidado. A gente cuida daquilo que merece nossa atenção. E que todos os dias, eu preciso ter o cuidado de me dedicar aquilo que me faz sorrir. Por que eu mereço. Mereço sim. Só o que faz sorrir. Aprendi que quando é amor a gente tem vontade de mostrar ao mundo, quem finalmente se esbarrou em nós naquela esquina, naquela festa que parecia uma má decisão. Existe sim amor. Mesmo em meio a má decisões. Casos sem pretensão. Amor sem caçada. Sorte no final das contas. Muito obrigada por ter me feito chorar. Obrigada por ter me feito odiar a minha música preferida. É eu te agradeço sim. Cada lágrima me fez dar mais valor aos meus sorrisos. Aquilo e aqueles que me fazem sorrir. E que o choro mesmo só é permitido se for de alegria. Sem maquiagem borrada. Sem respirar fundo naquele banheiro do bar, engolir as lágrimas e sair no meio da multidão como se não tivesse sido nada. Foi tudo. Tudo que não deveria ser.

Hoje eu sei. Eu aprendi que a difícil tarefa de ligar belas canções a pessoas, são apenas dos músicos que as compõem. Não delegar funções. Jamais ligar breves pessoas a longas canções. As pessoas acabam, tantas vezes tão antes que a canção. E isso é realmente muito desconfortável. Muito obrigada por ter me feito sentir pequena, fraca, sem valor. Obrigada mesmo. Porque hoje eu sei o meu tamanho. Conheci as minhas medidas e a medida da minha própria força. É eu me levantei, sacudi a poeira e recomecei. Aprendi que o valor deve partir de mim mesma. Que as pessoas nos dão o valor que a gente se permite ter. Não me permito ser centavo quando nós dois sabemos que eu valho bem mais que isso. Não me amoleço por barganhas, pechinchas ou me coloco mais em promoção. Aprendi que sou artigo único, singular, peça que teve molde original destruído. E mereço ser tratado como tal. Me dei valor justo, para dar exemplo a quem queira vir me valorizar depois.

Muito obrigada por ter me deixado. Por ter me feito conhecer a saudade. Por ter me feito cegar diante do meu amor próprio. Por ter me feito enxergar em mim emaranhados de defeitos. Por ter me ansiado a mudar. Eu mudei! Acredita? Conheci a acidez da saudade e hoje se a vida me presenteia com limões eu aprecio sem medo de não ter açúcar no meu velho açucareiro. Não me assusta mais. Aprendi a tatear no escuro, quando aparentemente andava em círculos sem encontrar a saída. Eu encontrei. Me libertei. Me olhei no espelho e gostei de quem eu vi. Aprendi que meus defeitos não se sobressaem as minhas qualidades. Que sou quem eu deveria ser. Sem precisar ser alguém só para agradar outrem. Muito obrigada por não ter sido tudo que eu esperava. Afinal eu esperava tão pouco né? Hoje espero bem mais, não me contento com pouco, não quero sentimentos rasos, muito menos pessoas ocas. Quero o profundo, o inteiro, o kit completo. Muito obrigada por ter me mostrado, o que eu não quero para mim. Muito obrigada por ter partido. Não existe mais a necessidade de voltar. Passar bem e muito obrigada! 

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