tempo? apaga quase tudo. menos o amor!

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                                   Superar passados não é tão fácil quanto queremos que seja. Os fantasmas nos rondam mesmo quando as pessoas já se foram a muito tempo, muito tempo, mesmo. Ficam os fantasmas das palavras ditas, das juras de amor, dos choros silenciosos, do abraço apertado, ficam muitas coisas. Coisas essas que fazemos questão de não jogar fora. Afinal, são memórias. Nossas memórias. Nos fizeram felizes um dia. Por isso, juntamos tudo numa pequena caixinha e guardamos no lugar mais escondido que encontramos dentro do peito. Deixamos de lado. Tentamos não pensar. E tudo acaba passando. Só o amor não passa. As pessoas gostam de dizer aos quatro ventos: Eu não te amo mais. Não? Então não era amor. Amor não passa. Não morre e muito menos tem prazo de validade. Amor continua sendo amor, mesmo quando a vida segue adiante, sozinhos dessa vez. Continua sendo amor, mesmo quando o escondemos em caixinhas dentro peito, e rezamos para não doer. Ou quem sabe doer pouco, bem pouco. A pessoa passa. A vida segue. Mas o amor que um dia sentimos, fica.

                                                     Ao longo da vida acumulamos diversas caixinhas dentro do peito. Cada uma com uma história diferente, única e mágica. Um ‘conto de fadas’ que não queríamos ver o fim, um sorriso que não queríamos que se fechasse, um aperto de mão que não queríamos que se soltasse. E a maior dádiva que temos, é saber que a qualquer momento, quando a saudade apertar e a lembrança vir à tona, basta abrir uma das caixinhas e reviver. Assistir o filme rodando em câmera lenta na memória, de algo que você viveu, de algo que te acrescentou. Algo que fez de você, o que você é hoje. O amor constrói mais do que pontes e passarelas que nos levam a alguém. O amor nos constrói como pessoas. Como as pessoas que somos. Mesmo quando ele é deixado em alguma caixinha dentro de nós.

                                    Lembrar que alguém já te amou. É como se sentir imerso na vida e não a par dela. Como eu disse antes, amor não tem prazo de validade, mas as histórias, bem… as histórias tem sempre um fim, do contrário não fariam sentido. Algumas são mais longas que as outras, nem sempre isso quer dizer que foram também as mais intensas. As histórias passam, mudam, trocam se os personagens. Mas aquele amor, sabe? Aquele? Ele ainda está lá, na caixinha onde você o deixou. Esperando pelo dia em que você vai sentir uma saudade boa, e o recordar. Por isso não chore meu bem, poupe essas lágrimas teimosas e esse coração saudosista de pensar que tudo tem fim. O amor não tem. Não tente matá-lo. Guarde. Guarde todas as boas memórias. O abraço. O carinho. O último beijo. Coloque tudo na sua caixinha. É tudo seu, ninguém pode te roubar isso. Nem mesmo aquela briga feia que decretou fim da história. É só um efeito colateral.

                                               O amor tem muito disso. Não há como discernir o remédio que o fará ganhar mais vida e revigorar as forças, do remédio que o fará se sentir ainda mais adoentado. É só vivendo que ganhamos experiência na vida e também no amor. Não meu bem, ela não foi a última garota, a sua última chance de amor verdadeiro. Ela foi uma garota especial eu sei. Dê a ela uma caixinha no seu peito. E não se feche a outras garotas, achando que depois dela o mundo todo só pensa em te ferir, em brincar com sentimentos alheios, com os seus sentimentos. Há muita gente por ai, que ainda vive o bom do amor. Não meu bem, não diga que você não sabe o que é amar. Você amou. Não tente apagar isso só porque lembrar do amor, agora causa dor, arde, fere. É só saudade de se sentir amado  outra vez. De sentir amor por alguém.

                                              Não meu bem, não há como prever a hora exata da nova história. Vivemos em um enredo, cujo escritor é cauteloso, detalhista e incrivelmente misterioso. Mas confiar que somos obra de arte do maior dos artistas, nos ajuda a ter esperança de que o próximo passo é sempre o primeiro passo de uma possível nova história. Hoje eu abri uma das minhas caixinhas de dento do peito, e me inundei de lágrimas e sorrisos. Não me arrependi de nada. Muito menos do amor. A história teve fim mas o que ficou em mim, me construiu, olha só como ficou, como eu fiquei. Coragem meu bem, esse é apenas o início. Há uma vida de possibilidades a nossa frente. Um dia, sobrará uma única caixinha vazia, e ai você vai saber, que essa será a mais longa das suas histórias…

                                       O amor sempre valerá o risco.

t.

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